Postos reajustam preços e Sindicato pede que órgãos fiscalizem distribuidoras

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado (Sindipetro-PB) enviou para o Procon Municipal e Ministério Público Estadual um relatório detalhado sobre a variação de preços praticados pelas distribuidoras nos últimos meses na Paraíba. A medida é importante para que os órgãos também fiscalizem as distribuidoras, informou nesta sexta-feira, 01, o presidente da entidade, Omar Hamad Filho, que confirmou que os postos já estão repassando para o consumidor paraibano o reajuste anunciado pela Petrobras e aplicado pelas distribuidoras em todo o Brasil.

O presidente do Sindipetro-PB, Omar Hamad Filho, explicou que não é possível estabelecer um percentual para o reajuste nos postos, considerando que outros componentes devem ser levados em conta, uma vez que o empresário também arca com outros custos, a exemplo de impostos, pessoal, dentre outros.

Omar Hamad Filho lembrou que o mercado é livre e cada empresário trabalha com uma média específica de faturamento. “O reajuste não pode só levar em conta o que foi anunciado pela Petrobras, uma vez que outras variantes são agregadas ao valor do produto”, esclareceu.

Aumento – A Petrobras anunciou o aumento na noite da última terça-feira (29). O preço da gasolina nas refinarias já está 6,6% mais caro. O do óleo diesel, 5,4%. A estatal afirmou em nota que o reajuste tem como objetivo alinhar os preços da gasolina e do óleo diesel aos valores praticados no mercado internacional. “Esse reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da Companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo”, afirmou a companhia em nota.

De acordo com a estatal, os preços da gasolina e do diesel, sobre os quais incide o reajuste anunciado, não incluem os tributos federais CIDE e PIS/Cofins e o tributo estadual ICMS.